Será que existe o relacionamento ideal?

Estas são algumas das perguntas que surgem, por vezes, nas minhas sessões de Coaching: “Será que é existe a pessoa certa?” e se existe, “Será que alguma vez vou atrair essa pessoa para a minha vida?”

Vamos por partes. Identificar a pessoa “certa” é relativamente fácil; identificando o que valorizamos, as características nos outros que nos são mais atraentes e relevantes, acabamos por conseguir desenhar a versão do nosso ideal de companheiro/a. Este passo é fundamental para saber de forma consciente o que queremos.

Então e agora? Normalmente é aqui que tudo complica pois de forma maioritariamente inconsciente, acabamos por sabotar a continuidade do processo. Existem uns quantos “erros” de pensamento que nos impedem de identificar e até mesmo atrair a relação ideal:

  • Sensação permanente e desagradável de “solidão”;
  • Sensação de frustração e impaciência por ainda não ter a dita pessoa na nossa vida;
  • Sensação de desencorajamento por achar que cada dia que passa fica mais difícil;
  • Sensação de inveja e até uma certa injustiça em prol de quem já tem o relacionamento ideal;
  • Ocupação mental com o “negativo” dos relacionamentos passados e usa-los como referencial para a necessidade de um melhor relacionamento no presente.

Todos estes exemplos são premissas de energia negativa, do que não queremos, de emoções a evitar e isso pode bloquear a nossa capacidade de atrair, e evidenciar a relação ideal, pois o foco esta totalmente orientado para “a relação ausente”. Será isso que queremos realmente?

Suprimir o ausente? Já pensou que por trás do facto de não estar a conseguir encontrar a sua relação ideal possa estar a sua consciência e desconforto por ainda não o ter encontrado!? Vamos planear o sucesso. Imagine que nos próximos tempos muda o foco, inverte a energia e se dedica intencionalmente a:

  • Pensar no que quer para a sua relação e nos motivos positivos pelos quais o quer; não tape buracos, alimente mais-valias e acredite que a sua felicidade não depende duma relação.
  • Apreciar todos os que experienciam neste momento um relacionamento feliz;
  • Listar as boas experiências e momentos que passaram com as relações prévias;
  • Pensar em algo (mesmo que nada tenha a ver com relacionamentos) que seja um estímulo consistente positivo e focar a vossa atenção nisso.

Ser solteiro/a é tão natural como ter uma relação e certamente todos já experienciamos os altos e os baixos de ambas as realidades.

Apenas quem é capaz de se sentir bem quando está sozinho, quem usufrui de cada momento da sua própria companhia, poderá sentir-se ainda melhor quando acompanhado. A pessoa certa existe e a probabilidade de ela aparecer aumenta com a qualidade da relação que temos com o EU! Não temos que atrair a relação, devemos tornar-nos atrativos para ela!

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