O que se passa com as pessoas?

Ultimamente tenho viajado muito. Numa dessas viagens, no avião, decidi observar as pessoas á minha volta, escutá-las e ir para além do óbvio. Alguma vez parou para observar, com a devida atenção, o comportamento das pessoas à sua volta? Se nunca o fez sugiro que o faça agora, antes de ler a minha reflexão sobre o assunto.

O que viu? O que sentiu? O que lhe transmitem os comportamentos dos outros, mesmo daqueles que não conhece?

Se pensarmos que aquilo que somos, ou pelo menos aquilo que acreditamos ser, e que manifestamos de forma regular, pela maneira como agimos e comunicamos, tem sempre impacto nos outros, fica interessante perceber a perspetiva de quem nos observa!

O que vi de forma generalista? Que estamos intolerantes. Intolerantes ao erro, aos desafios, à diferença, ao não alheio, à capacidade de compreender e ser compreendidos.

O que fazer com os nossos erros?

Quando por algum motivo falhamos, sentimo-nos mal ao invés de tirar proveito dos erros, que fazem parte da essência humana e que tão uteis nos são no processo de progressão, crescimento e aprendizagem!

Experimente substituir expressões como:

  • Sou sempre a mesma desgraça!” por “O que posso fazer para da próxima vez fazer melhor?
  • Estás sempre a cometer os mesmos erros!” por “O que aprendeste com isso e o que podes fazer diferente?

O que fazer com os desafios?

Perante os desafios, ficamos desorganizados, bloqueados, queixamo-nos da falta de sorte ao invés de nos preparamos para gerir melhor os mesmos desafios no futuro, antecipar soluções e quem sabe até pedir ajuda. Pedir ajuda não nos faz mais fracos, abre-nos novas oportunidades!

Experimente olhar para os desafios com novos olhos:

  • Desafios são oportunidades de melhoria
  • Desafios são testes ao nosso estado e capacidade de ser flexíveis
  • Desafios são etapas de superação pessoal

O que fazer perante a diferença?

Somos todos diferentes, temos gostos diferentes, opiniões diferentes, metodologias diferentes, estratégias diferentes, e sabem uma coisa, isso é ótimo. Contudo quando confrontados com a diferença, queremos impor a nossa representação da realidade, o nosso ponto de vista, como se fosse único e inquestionavelmente certo. Esquecemos o livre arbítrio, desrespeitando que todos podemos ser e ter uma posição, um gosto pessoal, diferentes modos de viver.

Premissas para ajudar na aceitação da diferença:

  • Não existe certo nem errado, o certo é o que cada um assume a cada momento!
  • Às vezes, é preferível ser feliz que ter razão!
  • Aceitar a diferença permite discordar da opinião do outro sem gerar conflito!

O que fazer com o “não” alheio?

Perante o “não”, algumas pessoas, desistem dos sonhos, das metas, perdem força para seguir o seu caminho. O “não” é uma etapa do percurso, não o fim do percurso, é tudo menos um estímulo á desistência. O “não” faz parte das possibilidades: ou eu me assusto, me inibo, me acomodo e me impeço de continuar ou eu me sinto estimulado e com vontade de criar alternativas para ultrapassar essa condição, superando os obstáculos. Pessoas de sucesso, nunca desistem porque alguém lhes diz que não vão ser capazes. Pessoas e sucesso acreditam que o impossível não é um facto mas sim uma opinião ou um alerta à mudança de algo.

Como vai reagir aos próximos “não” que lhe forem colocados?

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