“Com que olhos vê a vida? – dica de Auto Coaching para pessoas felizes!”

Independentemente da quantidade de felicidade que experienciamos nas nossas vidas, a verdade é que passamos grande parte dos nossos dias em modo reativo, questionando o que nos acontece, o que nos dizem, o que nos fazem, pressuposto que esse pode ser um tempo a considerar no que diz respeito a qualidade do nosso bem-estar.

“Mas Núria não há nada a fazer, eu não controlo o que os outros dizem, não controlo o que os outros fazem e pior que isso não controlo grande parte das variáveis externas.” É verdade, mas controlamos muitos outros recursos internos e que nem sempre são potencializados.

“Vivemos numa época em que apenas quem é proactivo e emocionalmente resiliente leva a melhor na conquista da felicidade!” (NM)

No meu trabalho enquanto Coach e formadora, deparo-me regularmente com pessoas que desejam que mudanças na envolvente externa sejam os principais fatores responsáveis pela sua mudança emocional interna. Sem dúvida que o que nos acontece tem impacto em nós e nas nossas emoções mas já viu o risco que é deixar nas mãos dos outros e das variáveis externas o poder de nos sentirmos bem ou mal?

Imagine agora que havia uma forma de ao invés disso, alteramos a forma como percecionamos as variáveis externas e controlar a forma como impactam em nós!? Pois temos boas notícias, essa forma existe e chama-se Ressignificação. O significado que atribuímos aos eventos externos tem impacto emocional imediato.

Por exemplo, se alguém me trata mal, me diz algo que não me agrada ou é injusto comigo posso pensar: “Eu não merecia isto, sempre fiz tudo por ela e é este o retorno que tenho!”; “Se esta pessoa gostasse de mim nunca faria isto!”

Como acha que se vai sentir atribuindo estes significados ao comportamento da outra pessoa?

E agora vamos ver o outro lado da moeda. Apesar de ser da natureza humana focar-se mais naquilo que não gosta e no negativo, existe sempre (por vezes com recurso a alguma criatividade) um lado bom para todos os eventos. Sabendo, através de estudos na área da neurologia, que são os nossos pensamentos que criam os nossos sentimentos, como acha que se sentiria na mesma situação se alterasse o pensamento/processamento em relação a ela? E se passasse a acreditar agora, que todos os eventos tem sempre um lado positivo e algo de bom a retirar?

Este é sem dúvida o maior recurso que temos à mão de semear para nos sentirmos mais felizes e bem numa base regular. Exige treino, é um facto, mas vale tão a pena que seria injusto consigo, se não começasse agora a praticar. A minha sugestão é perante situações que removem bem-estar, fazer uma lista de tudo o que de bom / positivo pode estar por trás do primeiro impacto.

Voltando ao nosso exemplo anterior, como podia alterar a minha perceção negativa (a que me suga felicidade e energia) para uma perceção mais positiva ou neutra (a que me confere bem estar e poupa energia)?

“Hum, esta pessoa esta insatisfeita com algo e se lhe fizer algumas perguntas vou poder ajuda-la e saber o que é!”; “Este tipo de comportamento pode ter origem em vários fatores, um deles pode ser a pessoa estar chateada com algo e nem sequer ter nada a ver comigo!”; “ Se fiz algo de errado, vou querer saber o que é para poder melhorar no futuro, vamos lá resolver isto!”

Posso não mudar a pessoa nem o seu comportamento, mas pelo menos aceito que algo de positivo pode estar por trás do seu comportamento e isso vai alterar o impacto que ele tem em mim e nas minhas emoções!

“Quando estou emocionalmente neutro ou positivo lido muito melhor com qualquer estímulo externo. Não são os estímulos que me fazem sentir mal mas a minha atitude perante eles!” (NM)

Quer começar a treinar agora? Então aqui vai um exercício que pode fazer já na próxima 2da feira para ganhar força no músculo mental da ressignificação:

Exercício– que significado atribui ao seu dia quando acorda?

Hipótese A (perceção negativa) – “Odeio as 2ªas feiras, acordo preguiçosa do fim-de-semana, custa-me a arrancar. Fico sem energia só de pensar que tenho que ir trabalhar e enfrentar o trânsito. Apesar de me sentir como uma pedra no meu próprio sapato, vou ter que fazer o frete, lá tem que ser!” (só de escrever já me sinto sugada ☺)

Hipótese B (perceção positiva – a minha) – “Adoro as 2ºas feiras, independentemente da forma como acordo, sei que tenho a oportunidade de abraçar mais uma semana de forma entusiasta pois descansei durante o fim-de-semana. Escolho sorrir e pôr uma música no carro vai ajudar-me a lidar com o trânsito. Sei que o meu sucesso e felicidade desta semana só depende de mim e da energia com que sair de casa, quero ter uma semana especial e única por isso, Let’s go!”

E lembre-se que a maior parte das pessoas felizes, não é feliz porque tem uma vida fantástica, sem desafios nem stresses; elas são felizes pois decidem ser criadoras da sua própria felicidade. É mais uma questão de atitude que de sorte.

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