Medos que não te deixam voar

Costuma sair da sua zona de conforto? Gosta de desafios? Qual foi o último desafio “adrenalínico” que lançou a si próprio? Gosto de sair da zona de conforto, de me desafiar e de ter novas experiencias e acima de tudo de fazer coisas que me despertem a adrenalina.

Desta vez, decidi experimentar fazer fantastic cable e arvorismo, o primeiro por opção e o segundo por sugestão do meu personal trainer.

Pense comigo: no passado sempre que saiu da sua zona de conforto teve ou não teve uma experiencia de aprendizagem e crescimento? Quanto mais não seja aprendeu o que não quer repetir, o que não gosta ou o que não deve.

Desta experiência retirei 5 grandes constatações e filosofias para a minha vida, que funcionam como aprendizagens para o meu futuro:

1 – A perspetiva com que vemos as coisas faz toda a diferença

O sentido da vida para quem anda em solo terreno torna-se fútil quando nos elevamos. Tudo se relativiza, tudo ganha um novo valor, uma nova intensidade e um novo significado. Talvez por isso, erguer as costas e observar o que nos rodeia seja importante. Mesmo depois de ter visto alguns vídeos, senti que a experiência foi simplesmente diferenciadora. Nunca teria experimentado as sensações que vivi se não me tivesse permitido “flutuar”.

2 – O que pensas perante o medo faz toda a diferença

Todos temos os nossos medos, o meu anda de mãos dadas com as alturas. Pois por incrível que pareça tive muito mais medo a fazer arvorismo do que a voar a 150 metros de altitude. O medo de cair, de me magoar, de não ser capaz, de fazer más figuras, no arvorismo prevaleceu durante os 40 minutos da atividade. Aqui o medo, dominou claramente o processo. Por outro lado, o medo de voar foi dissipado pela beleza da paisagem, pelo escasso tempo da experiência (aproximadamente 1 minuto), pela minha vontade de ter a experiência e pela certeza que tinha de que estava segura e ia correr bem. Aqui o único medo que tive foi o de começar e dar o passo mas depois, foi apenas deixar “fluir”!

3 – O que fazes durante o medo faz toda a diferença

Vejo os meus medos, como sensores que me despertam a acuidade para a forma como estou a pensar. Uma da maneiras mais eficazes que ajuda a voltar a um estado de discernimento e controlo é a respiração. Então normalmente quando o medo ataca (independentemente da tipologia de medo) experimente fazer 3 coisas: parar, respirar profundamente e relativizar a situação (caso os factos do contexto o permitam fazer). No curso de Gestão Emocional Positiva, treinamos esta ferramenta em casos reais e é incrível.

4 -o que dizes durante o medo faz toda a diferença

Gravamos a experiência do arvorismo, e foi impressionante, observar-me e acima de tudo ouvir-me. Expressões como “não consigo”, “isto é muito difícil”, “eu não quero fazer isto”, saíram repetidamente da minha boca e quanto mais as dizia mais o medo aumentava. Olhem que eu tenho recursos mas só quando me dissociei do personagem consciencializei isso. O que diz a si própria quando sente medo? Experimente alterar o discurso para expressões mais neutras ou positivas. Sem dúvida que um personal trainer faz toda a diferença nestes momentos pois em música de fundo ouvia-se “vai Núria”, “tu consegues!”

5 -o que apendes durante o medo faz toda a diferença

O medo serve-nos, e devemos saber respeita-lo e acima de tudo entender as suas fundamentações. Já diz o ditado, “contra factos não há argumentos” e em determinadas situações os nossos medos são reais e devem servir como aprendizagens preventivas e de mudança para o futuro. Contudo, nas situações onde o medo é meramente intrínseco, alimentado pela nossa mente ai a grande aprendizagem pode ser a resposta à pergunta:

“O que posso mudar nesta situação que me ajude a lidar melhor com ela e me permita atingir os meus resultados!” Pois no final, valeu mesmo a pena ver o mundo do alto do céu!

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