Assuma o controlo da sua Felicidade

Quando pensa na sua Felicidade acha que é algo que esta no seu controlo ou que não depende de si? As suas emoções são maioritariamente resultado de um processo interno (eu estou no comando) ou dum processo externo (os eventos externos são os grandes responsáveis)?

Muitas das pessoas que procuram ajudam no coaching emocional, fazem-no porque pretendem elevar a sua qualidade de vida, procuram ser mais felizes, e sentirem-se bem consigo e com os outros. Contundo, nem sempre as nossas crenças e padrões emocionais são nossos aliados neste processo.

É muito fácil desenvolvermos gatilhos emocionais (acontecimentos externos que despoletam de forma automática emoções negativas) e hábitos emocionais nocivos (comportamentos inconscientes que nos induzem frustração, preocupações, medos e insatisfação). Sem darmos conta, acabamos submersos nestas estratégias que acabam por inibir os nossos estados de felicidade.

Vejamos alguns exemplos:

  • no trabalho temos que lidar diariamente com um colega que é agressivo, autoritário e pouco empático, é muito fácil que perante a sua presença, me sinta mal e incapaz de lidar com ele de forma positiva;
  • numa relação, é possível que o nosso companheiro/a nem sempre saiba expressar de forma saudável o que sente, e rapidamente começamos a sentir insegurança e incapacidade de amar e ser amados;

Pensando friamente, a maior parte das situações externas que nos induzem emoções negativas, são reais e estão fora do nosso controlo (não posso mudar a atitude negativa do meu colega de trabalho, nem obrigar o meu companheiro a ser como eu gostaria). Mas há algo que posso sempre controlar: a nossa perceção dessas situações, e o significado que lhes atribuo.

Deixo aqui algumas dicas de como o pode fazer e usufruir do seu controlo sobre o processo de positivação emocional:

1- Atribuir significados neutros ou positivos ao que nos acontece – tudo o que nos acontece não é bom ou mau, é simplesmente um acontecimento. A carga que coloco no que me acontece isso sim pode ser bom ou mau. Por uma questão cultural, tendemos a ver o mal mais que o bem no que nos acontece, a antecipar perdas, problemas e ser pessimistas. Sabendo isso, imagine agora que decidi perante cada acontecimento, ver o que de bom pode proporcionar-lhe, tirar uma aprendizagem para o futuro, ver o que pode ganhar com isso, focar-se em como solucionar e antecipar o que de bom pode acontecer no futuro. O que de bom pode significar um colega que exige de mim (mesmo que não seja da melhor maneira)? Que é um mau profissional ou que me esta a dar reconhecimento ao atribuir me desafios que não atribui a mais ninguém? O que de bom pode significar um companheiro que não sabe manifestar o seu amor? Que não gosta de mim ou que o posso ajudar a perceber como o fazer?

Equilibrando a perceção dos acontecimentos, equilibra o impacto emocional que estes tem em si.

2- Substitua expetativas de futuro por apreço em relação ao presente – não digo com isto que não deva ter expetativas futuras mas sim que não deve esquecer-se de agradecer e valorizar o que tem, o que é e o que sente nos bons momentos. Quem vive na permanência do que deseja, por vezes acaba alienado da experiencia do presente. No trabalho devo desejar que o meu colega mude de atitude ou estar grato por todos os outros colegas fantásticos que tenho e por ter uma profissão que adoro? Na relação devo desejar que o meu companheiro mude ou agradecer tudo o que o distingue como um bom companheiro?

Equilibrando os seus desejos futuros com a gratidão presente, aumenta os seus níveis de bem-estar e felicidade.


QUER RECEBER EMOÇÕES POSITIVAS?


3- Assuma o controlo daquilo em que se foca – perante o evento podemos sempre focar nos no que controlamos ou no que não controlamos. Podemos focar-nos no problema ou na solução, podemos focar-nos no passado ou no futuro, podemos focar-nos na nossa capacidade ou na nossa incapacidade de lidar com a situação, podemos focar-nos no positivo ou no negativo. O foco na lamentação, na falta de recursos, no passado são sugadores de energia, mas por outro lado aprender a focar na possibilidade (e se…?), na angariação e recursos (como?) e no futuro (o que quero ao invés disto e o que estou disposto a fazer por isso) são pensamentos que controlo e me dão força e energia para aceder a um estado emocional mais positivo. No trabalho devo lamentar-me aos colegas do meu azar ou procurar formas de melhorar a minha relação com o colega? Na relação devo desabafar com a minha melhor amiga o facto de ter um companheiro frio ou pensar dar ao meu companheiro algumas dicas do que pode melhorar a nossa relação?

Depositando o seu foco naquilo que controla, poupa energia e tempo e as suas emoções agradecem! Vai precisar dessa energia para seguir em frente!

4- Mude as suas crenças – nem sempre acreditamos que somos capazes, que é possível, que merecemos. Imagine que passava a acreditar o único que o afasta daquilo que quer, é você: que com algum empenho e dedicação é capaz, que se persistir vai fazer acontecer e que merece ser e sentir o que deseja. Imagine que acredita que é capaz de influenciar o seu colega de trabalho e o seu companheiro a mudar alguns dos seus comportamentos, quanto mais não seja, sendo um exemplo, o que acha que vai acontecer de bom?

Aquilo em que acredito, dita a qualidade das minhas emoções, acredite no que lhe permite sentir-se melhor!

Gosto de acreditar que tudo o que me acontece na vida, acontece para mim e não comigo! Talvez por isso eu me foque em aprender com o que me acontece e não deixo que o que me acontece determine a minha felicidade! Fácil não é mas dá um prazer imenso quando assumimos o controlo!

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